g7+

DÍLI, 24 de outubro de 2019 (TATOLI)-A deliberação sobre o projeto de resolução do g7+ para o Estatuto de Observador na Assembleia Geral das Nações Unidas ocorreu em 18 de outubro de 2019 na Sexta Comissão, em Nova Iorque. S.E. Alie Kabba, Representante Permanente da Serra Leoa nas Nações Unidas (ONU) apresentou o projeto de resolução sobre o “Requerimento do Estatuto de Observador para o Grupo dos Sete Plus na Assembleia Geral” em nome do g7+.

Para que a voz do g7+ seja cada vez mais influente no cenário global, os Estados Membros do g7+ decidiram, na 5ª Reunião Ministerial do g7+ realizada em Lisboa nos dias 26 a 27 de junho de 2019, solicitar o Estatuto de Observador nas Nações Unidas.

Com o Estatuto de Observador, o g7+ poderá influenciar a agenda e os trabalhos da ONU, particularmente nas áreas da manutenção da paz e da segurança, do melhoramento das operações de manutenção da paz e da implementação da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.

Durante a deliberação, os membros da ONU expressaram um largo apoio ao projeto de resolução. As delegações dos Estados Membros do Grupo g7+, como o Afeganistão, a República Centro-Africana, a União das Comores, Timor-Leste e Togo, solicitaram o apoio coletivo na concessão de Estatuto de Observador do grupo g7+. Além disso, os países não-membros do g7+ expressaram o seu apoio incluindo a Gâmbia (em nome de 54 Estados africanos), a China e o Sudão.

Antes da deliberação, o projeto de resolução já tinha sido copatrocinado através do sistema online e-deleGATE por 25 países: Brasil, Canadá, Cuba, Cabo Verde, República da Coreia, Moçambique, Suécia, Portugal, Roménia, Samoa e Gâmbia, além do Estados Membros do g7+. Vários membros das Nações Unidas, incluindo os membros permanentes do Conselho de Segurança (P5), confirmaram ainda que o Grupo g7+ é uma organização intergovernamental cujos objetivos estão alinhados com os objetivos das Nações Unidas e que, portanto, cumpre os critérios necessários a obtenção do Estatuto de Observador em a ONU.

O Habib Mayar, representando o Secretariado do g7+, encontra-se em Nova Iorque a fim de trabalhar em estreita colaboração com as Missões Permanentes da Serra Leoa (país que preside o g7+), da República Democrática de Timor-Leste (país anfitrião) assim como de outros países do g7+. A Sexta Comissão publicará recomendações que serão submetidas à consideração da Assembleia Geral em meados de dezembro de 2019.

O Secretariado do g7+ agradece a liderança dos países membros e parceiros pelo apoio e espera obter que o Estatuto de Observador, tendo em conta o amplo o reconhecimento já logrado.

Sobre o g7 +

Formalmente estabelecido em 2010, o g7+ é um grupo intergovernamental de 20 países afetados por conflitos e fragilidade que compartilham lições sobre a construção da paz e a construção do Estado. O grupo promove a paz e a resiliência, através da advocacia assim como a aprendizagem e o compartilhamento de experiências entre pares (cooperação frágil a frágil). Os países membros do g7 + são o Afeganistão, Burundi, República Centro-Africana, Chade, Comores, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Guiné-Bissau, Haiti, Libéria, Papua Nova Guiné, Serra Leoa, Somália, São Tomé e Príncipe, Ilhas Salomão, Sudão do Sul, Timor-Leste, Togo e Iémen.

A Serra Leoa é o atual país presidente do g7+. O Secretariado permanente encontra-se em Díli, Timor-Leste, e a Delegação Europeia em Lisboa, Portugal. O papel principal da Secretaria do g7+ é assegurar a coordenação e assistência na implementação das prioridades de trabalho do g7+.

(CdI)

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