Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos (MCAE), Joaquim Amaral. Imagem/Egas Cristovão.

DÍLI, 01 de setembro de 2020 (TATOLI) – O Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos (MCAE), Joaquim Amaral, revelou que o Governo atribuirá uma “cesta básica” a cada timorense no valor máximo de 25 dólares americanos.

“O montante máximo [do vale de compras] é de 25 dólares americanos. Caso certas pessoas venham a abdicar da cesta por terem uma situação económica favorável e queiram ser solidárias, poderão entregar o vale a outras pessoas”, disse o governante, em Caicoli, Díli.

Segundo o governante, a “cesta básica” tem como objetivo central comprar  produtos no mercado nacional para fazer a sua distribuição a cada pessoa através de um cabaz.

“Com esta medida, estamos a ajudar os produtores agrícolas a produzirem mais e, simultaneamente, a contribuirem para um maior número de compradores nos mercados. Assim, o programa de recuperação económica visa a aquisição de bens alimentares no mercado local e nacional de modo a ajudar os comerciantes e, ao mesmo tempo, auxiliar aqueles que produzem”, referiu.

Recorde-se que o ministro tinha antes revelado que a Comissão para a Elaboração do Plano de Recuperação Económica tinha proposto ao Governo que alocasse um montante de 71,5 milhões de dólares americanos para atribuição de uma “cesta básica” a toda a população timorense.

Esta medida tem como objetivo apoiar as famílias na satisfação de necessidades básicas, combater a fome e as maiores vulnerabilidades e ajudar os agricultores, produtores, e comerciantes locais.

O apoio entregue na forma de um vale de compras (voucher) ou cabaz é composto por bens alimentares, produtos de higiene e limpeza, com preferência para os produtos nacionais ou adquiridos no mercado local.

O Governo timorense começará a implementar a primeira fase das medidas económicas de curto prazo, de julho a dezembro, por forma a responder de imediato à crise na economia provocada pela covid-19.

As medidas decorrem das recomendações da Comissão para a Elaboração do Plano de Recuperação Económica, cujo mandato terminou a 18 de agosto deste ano, após 60 dias de trabalho.

Estão previstos para estas medidas de mitigação do impacto económico e social a curto prazo 113,4 milhões de dólares americanos com vista a preservar os postos de trabalho existentes antes da crise, recuperar o rendimento das famílias através da melhoria do emprego, apoiar diretamente os cidadãos e empresas no mercado e normalizar as atividades económicas.

As quatro medidas focam-se na recuperação de bens de primeira necessidade e na produção, o que permitirá a normalização das atividades empresariais e apoiará especificamente as áreas mais afetadas.

Jornalista: Nelia Fernandes

Editora: Maria Auxiliadora 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here