Diretora-Geral da Prestação de Serviços de Saúde em Timor-Leste, Odete Viegas da Silva.

DÍLI, 16 de fevereiro de 2021 (TATOLI) – O Ministério da Saúde (MS) lançou hoje um relatório sobre Pesquisa de Alimentação e Nutrição de Timor-Leste de 2020, no qual dá conta de que os municípios de Ermera e Ainaro e o enclave de Oé-Cusse registam o maior índice de nanismo infantil, com 63%, 60% e 57%, respetivamente.

“Abordamos uma das categorias impostas pela Organização Mundial de Saúde relacionada com uma percentagem de nanismo acima dos 40%. Esta percentagem constitui um nível alarmante para a saúde pública em geral”, afirmou a Chefe do Departamento de Nutrição, Olinda dos Reis Albino, em City 8, Maleuana, em Díli.

No que toca ao peso inferior ao normal, o documento mostra que a mais afetada é a Região Administrativa de Oé-Cusse Ambeno (RAEOA) com 43%, seguida de Ermera com 40% e de Bobonaro com 39%.

Em relação à debilidade infantil, o relatório mostra que 13% de crianças sofrem deste problema na RAEOA, 12% no município de Bobonaro e 10% em Liquiçá.

A Diretora-Geral da Prestação de Serviços de Saúde, Odete Viegas, disse que um das causas de má nutrição se prende com a falta de acessibilidades na obtenção de alimentos por parte de cada família.

“Economicamente as pessoas podem ou não aceder aos alimentos. Quem sai mais prejudicado são as pessoas mais carenciadas. O fundamental é educarmos a nossa família para fornecer uma alimentação nutritiva”, afirmou.

Recorde-se que, de acordo com os dados da Pesquisa de Saúde e Demográfica de Timor-Leste de 2016, 45% de crianças com menos de cinco anos sofrem de nanismo, 24% são raquíticas e 6% têm problemas de obesidade.

Os dados mostram ainda que cerca de 40% das crianças sofrem de anemia e menos de 50% consomem leite materno em exclusivo. Apenas 13% das crianças e jovens entre os 6 e os 23 anos seguem uma dieta recomendada.

Jornalista: Maria Auxiliadora

Editor: Zezito Silva

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