Diretor-Executivo do CNC, Hugo Maria Fernandes. Imagem da Tatoli/Francisco Sony

DÍLI, 26 de maio de 2021 (TATOLI) – O Centro Nacional Chega (CNC) realizou hoje o seminário ‘Dignificar as vítimas de violação dos direitos humanos no passado’ para assinalar o Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura.

“O objetivo do seminário é efetuar uma reflexão sobre a tortura no passado. É importante melhorar o tratamento para as nossas vítimas, porque muitos timorenses foram torturados durante a colonização indonésia”, afirmou o Diretor-Executivo do CNC, Hugo Maria Fernandes à TATOLI, em Balide.

Hugo referiu que a CNC está a envidar esforços junto do Ministério da Solidariedade Social e Inclusão (MSSI) para o apoio financeiro às vítimas e do Ministério da Administração Estatal para construção de residências destinadas às famílias mais carenciadas.

“Estamos também a tentar negociar com o Ministério do Ensino Superior a atribuição de bolsas de estudo aos filhos dos sobreviventes”, referiu.

O diretor-executivo recordou ainda que Timor-Leste ratificou convenções ligadas aos direitos humanos e antitortura, que têm de ser aplicadas através de legislação timorense.

O responsável sugeriu também ao Governo que reconheça prisioneiros do passado com certificados de reconhecimento.

Olga Quintão Amaral, vítima de tortura por parte de militares indonésios, em Colmera, lamentou o que considera de falta de atenção do Governo.

“Não me sinto satisfeita com a era da independência. Apesar das licenciaturas, mantém-se o desemprego. O Governo não nos dá atenção. Fomos abandonados pelo Governo”, afirmou.

O CNC registou mais de 20 mil vítimas de detenção arbitrária dos militares e polícia indonésios durante a ocupação indonésia e inúmeras formas de tortura e maus tratos.

Participaram no seminário, entre outros, estudantes universitários, elementos da sociedade civil e da Polícia Nacional de Timor-Leste.

Jornalista: Jesuína Xavier

Editor: Zezito Silva

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