Lançamento do novo Prémio Nacional de Nutrição do Primeiro-Ministro. Imagem Tatoli/Egas Cristóvão.

DÍLI, 09 de agosto de 2021 (TATOLI) – O Primeiro-Ministro timorense, Taur Matan Ruak, lançou hoje o programa do novo Prémio Nacional de Nutrição do Primeiro-Ministro para o ano 2021 com o objetivo de promover os melhores exemplos e práticas internacionais, demonstrando que os métodos mais avançados podem e devem ser adaptados à realidade timorense.

O programa em causa vai ser implementado pelo Secretariado Nacional do SUN Movement das Nações Unidas em colaboração com os membros da Comissão Interministerial de Segurança Alimentar (KONSSANTIL), sob a liderança do Ministro da Agricultura e Pescas.

Este prémio está dividido em várias categorias: mulheres, agricultores, jovens e apoio às mães. O primeiro vencedor de cada uma ganhará 5 mil dólares americanos, 3 mil caberão ao segundo lugar e ao terceiro 2 mil dólares.

“Um prémio nacional que retoma os bons exemplos do Prémio Presidencial de Nutrição, implementado durante o meu mandato entre 2014 e 2017, cujos bons resultados e recomendações sempre aconselharam a sua continuidade e alargamento”, lembrou o Chefe do Executivo, em City 8, em Manleuana, Díli.

Pretende-se dar continuidade ao que foi interrompido em 2017, com a determinação e empenho deste Governo no sentido de cumprir o seu programa, para alcançar o grande desígnio nacional de erradicar a fome e a desnutrição, previsto no Plano Estratégico de Desenvolvimento Nacional (PEDN) e nos compromissos assumidos pelo país em atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Um prémio nacional que conta com o apoio financeiro de 100 mil dólares do Programa de Alimentação Mundial (PAM) e com o apoio técnico dos parceiros de desenvolvimento, nacionais e internacionais, nomeadamente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, em inglês) e do Departamento de Assuntos Externos da Austrália (DFAT, em inglês).

“Relançamos um programa que pretende ser fonte de inspiração, de encorajamento e de estímulo em favor de cidadanias e comunidades alimentares mais informadas, ativas, participativas e organizadas, com destaque para o papel das autoridades locais, bem como para a necessidade de envolver a juventude e para o dever de inclusão dos grupos femininos e dos grupos portadores de incapacidades”, afirmou.

Ainda segundo Taur, o Governo quer “cidadanias e comunidades mais conscientes do seu dever e responsabilidade, em apoiar os esforços nacionais de eliminar a fome e os maus hábitos de nutrição, promovendo a sua participação efetiva no Plano Nacional de Segurança Alimentar, recentemente aprovado pelo Governo e que acompanha a iniciativa do Secretário-Geral das Nações Unidas, no grande esforço global de melhorar o Sistema de Alimentação Mundial”.

O Primeiro-Ministro pretende promover a inovação, a criatividade e o empreendedorismo, envolvendo todos os parceiros de desenvolvimento na implementação do plano e das diferentes medidas de combate à fome e à subnutrição, nomeadamente técnicos, peritos, especialistas para a necessidade de debater em diálogo nacional os temas da “alimentação saudável e amiga do ambiente”, num verdadeiro espírito de Comunidade Alimentar.

“O debate que irá certamente contribuir para melhorar os nossos processos de produção, distribuição e armazenamento de alimentos, fomentando a curva decrescente das taxas de subnutrição nacionais, que em 2010 afetava 58% da população e que em 2020 ainda afetava 48% dos nossos cidadãos, nomeadamente os mais carenciados, vulneráveis e desfavorecidos”, reconheceu o governante.

Também o Coordenador do Gabinete de Apoio à Sociedade Civil, Filipe da Costa, disse que o lançamento do prémio em causa visa continuar o trabalho de erradicação da má nutrição e da insegurança alimentar em Timor-Leste.

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Maria Auxiliadora

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