Diretor-Executivo da TLCE, José Monteiro. Imagem/Tomé Amado.

DÍLI, 27 de agosto de 2021 (TATOLI) – A Aliança de Educação de Timor-Leste (TLCE, em inglês) apoia o Governo na distribuição do subsídio aos estudantes universitários.

O Diretor-Executivo da TLCE, José Monteiro, disse que o pagamento do subsídio para isenção de propinas aos estudantes do ensino superior no âmbito da pandemia covid-19 é uma responsabilidade do Estado.

O responsável recordou ainda que o Parlamento Nacional discutiu este assunto e aprovou já o subsídio para estudantes num montante de 14 milhões de dólares para isenção de propinas e 2,1 milhões para apoio com internet gratuita.

“Exigimos sempre a isenção de propinas por parte do Estado, pois o Governo limita a circulação de pessoas bem como o direito dos estudantes ao acesso à aprendizagem presencial. Assim, o Executivo tem de auxiliar os estudantes através do subsídio”, referiu.

José Monteiro recomendou a todas as universidades que continuassem a cooperar com o Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura (MESCC) para procurarem uma alternativa adequada ao processo de aprendizagem ,mesmo com o problema de internet, entre outros.

O dirigente pediu também ao MESSC a supervisão de todas as universidades para garantir que cumprem o seu dever relativamente ao processo de ensino a distância, porque o Executivo paga as propinas dos alunos, salientando que, durante a pandemia da covid-19, todas as universidades continuam a pagar aos docentes.

“Se pagam, então o aluno tem o direito de exigir o processo de aprendizagem, mesmo com a interrupção das aulas presenciais. Cada universidade deve procurar outra forma que permita aos alunos continuarem a estudar em casa, como as aulas em linha”, sugeriu.

José Monteiro encontrou-se com os superiores de diversas universidades na capital e estes disseram que os problemas têm sido sempre os mesmos: a mobilização de estudantes, a fraca rede de internet e a reduzida capacidade para utilizar as plataformas em linha.

Questionado sobre o problema da mobilização dos alunos nas universidades, o coordenador disse que cada instituição não conhece o local de residência de cada estudante. No que toca ao problema da rede de internet, José Monteiro disse ser a nível nacional. Sobre a capacidade de utilização  dos meios em linha, o coordenador reconhece que tanto professores como estudantes não sabem usar adequadamente a internet.

É de lembrar que o Ministério das Finanças já transferiu a verba nos dias 14 e 15 de julho para as contas de todas as universidades, que devem efetuar o pagamento de 16 de julho a 16 de outubro, ou seja, durante 90 dias. Posteriormente, e dentro de 15 dias, deverão apresentar o relatório ao Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura. Esta apresentação terá lugar entre os dias 15 e 30 de outubro.

O Ministério das Finanças efetuou já o pagamento de propinas de 64.619 beneficiários de 18 instituições universitárias no valor de 5,6 milhões de dólares americanos.

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Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Maria Auxiliadora

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