FRETILIN e CNRT prestam última homenagem a ‘Ma’Huno’. Imagem especial.

DÍLI, 27 de setembro de 2021 (TATOLI) –A FRETILIN e o CNRT prestaram, no domingo, a sua última homenagem ao antigo Comandante das Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste (FALINTIL), Ma’Huno Bulerek Karathayano.

O Secretário-Geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, disse que o comandante nunca vai ser esquecido pelos timorenses.

“A morte do antigo Comandante das FALINTIL Ma’Huno Bulerek Karathayano recorda-nos o seu papel político na luta pela independência. [O seu contributo] Nunca será esquecido”, afirmou Mari Alkatiri, no Comité Central da FRETILIN, em Comoro.

O político recordou ainda que o saudoso fazia parte da “casa da FRETILIN”, salientado que Ma’Huno permanecerá com os timorenses e “será sempre lembrado”.

“A sua memória, obra e luta [pela independência] iniciaram-se nesta casa [da FRETILIN] e nela também vão permanecer. Isto será lembrado por todos os timorenses. Vamos manter a sua missão, até que cumpramos as obrigações que nos deixou”, referiu.

Também o Presidente do CNRT, Xanana Gusmão, considera a morte do ex-comandante das FALINTIL “uma perda de um irmão e amigo da luta”.

“Em nome dos quadros e militantes do CNRT, presto as minhas honras ao fundador do partido e meus pêsames à sua esposa Teresinha Viegas e família”, refere o comunicado de imprensa, lido pelo Vice-Presidente do partido, Virgílio Smith.

Ma’Huno Bulerek Karathayano – José António Gomes da Costa – nasceu a 24 de setembro de 1949. Assumiu o cargo de Comandante das FALINTIL depois de o seu antecessor, Xanana Gusmão, ter sido capturado pelos militares indonésios em 1992.

O saudoso faleceu, na passada sexta-feira, pelas 17h20, no Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), devido a problemas cardíacos.

O corpo do antigo Comandante das FALINTIL encontra-se atualmente no Museu da Resistência, em Díli, para o velório, aberto ao público até esta terça-feira.

Segundo o calendário do Governo, vai ser realizada, esta terça-feira, uma missa na Catedral de Díli, antes de o corpo ser transportado para a sua terra natal, em Laleia, no Município de Manatuto, para uma cerimónia tradicional, sendo depois dada continuidade às cerimónias fúnebres de Estado, no Jardim dos Heróis, em Metinaro, onde Ma’Huno será sepultado.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editor: Zezito Silva

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