Presidente do PN, Aniceto Gutteres. Imagem Tatoli/Egas Cristovão.

DÍLI, 18 de outubro de 2021 (TATOLI) – Os deputados timorenses aprovaram hoje o projeto de resolução do Parlamento Nacional (PN) relativo à constituição de um grupo parlamentar para acompanhar a questão do Saara Ocidental.

“O resultado da votação contou com 51 votos a favor, zero contra e zero abstenções. A manifestação de solidariedade justifica-se com a semelhança com a nossa história de luta, mas também com o nosso dever constitucional”, declarou o Presidente do PN, Aniceto Guterres, na sessão plenária, em Díli.

Durante a discussão, o Presidente do Parlamento deu oportunidade às bancadas parlamentares para prestarem as suas declarações políticas.

Os deputados da bancada do Governo continuam a apoiar a resolução do Parlamento n.º 10/2013, de 29 de maio, e a resolução n.º 15/2014, de 30 de dezembro, sobre a constituição e composição da comissão de acompanhamento do conflito no Saara Ocidental. No entanto, os deputados pediram o estabelecimento de uma comissão eventual para acompanhar a causa do povo sarauí.

Os deputados proponentes foram José Agostinho “Somoxo”, David Mandati Dias Ximenes, Mariando Assanami Sabino, António de Sá Benevides, Duarte Nunes, Cornélio Gama “L-7”, Olinda Guterres, Adérito Hugo da Costa, Antoninho Bianco e Luís Roberto da Silva.

Segundo o texto da resolução lida pela Secretária da Mesa do Parlamento Nacional, Lídia Norberta, os parlamentares timorenses congratularam o esforço do atual Secretário Geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, para manter todas as operações de manutenção da paz sob estreita monitorização, incluindo a missão das Nações Unidas para o referendo no Saara Ocidental MINURSO (Missão das Nações Unidas para o referendo no Saara Ocidental).

Os parlamentares timorenses apelaram também ao Conselho de Segurança da ONU para que inclua na MINURSO “o mais rapidamente possível, um mandato de monitorização dos direitos humanos no Saara Ocidental”, refere o texto.

O documento solicita a Marrocos e à Frente Polisário que retomem as negociações de boa fé e sem condições prévias no processo político.

Além disso, pede ao Governo de Marrocos, à Frente Polisário, à Argélia e à Mauritânia que se unam numa objetividade clara, para alcançar uma solução política justa, duradoura, mutuamente aceitável e que permita a realização de um referendo no Saara Ocidental baseado nos princípios e objetivos da carta das Nações Unidas.

Jornalista: Afonso do Rosário

Editora: Maria Auxiliadora

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here