Diretor-Geral de Estatística do Ministério das Finanças, Elias dos Santos Ferreira. Imagem Tatoli/Egas Cristovão.

DÍLI, 18 de janeiro de 2022 (TATOLI) – Timor-Leste manteve, em dezembro do ano passado, uma taxa de inflação de 0,5% no Índice de Preços no Consumidor (IPC), taxa idêntica à do mês anterior, revelou o Diretor-Geral de Estatística (DGE) do Ministério das Finanças, Elias dos Santos Ferreira.

O dirigente afirmou que, de acordo com os dados, o crescimento médio dos preços se deveu ao aumento do custo dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas de 0,5%, vestuário e calçado de 0,5%, bebidas alcoólicas e tabaco de 1,9%, equipamentos, manutenção e mobiliário doméstico de 1,2% e habitação de 0,1%.

Segundo Elias dos Santos Ferreira, o transporte registou uma queda de 0,6% em relação a todos os grupos.

“Os preços dos bens alimentares e bebidas não alcoólicas registaram uma subida no subgrupo do arroz de 0,7%, enquanto no de óleo e gorduras o aumento foi de 0,6%. Já que toca aos vegetais, a subida de 0,3%.  No subgrupo da carne foi reportado 0,6%, enquanto o dos derivados do leite, como o queijo, e ovos a subida foi de 0,8%”, referiu o dirigente, à Tatoli, em Caicoli, Díli.

 “A mudança dos preços nos mercados deveram-se sobretudo à redução da entrada de navios no país bem como do aumento dos preços de contentores, aatingindo os 1.300 dólares cada”, disse.

Ainda de acordo com Elias dos Santos Ferreira, a aumento do preço verificado no tabaco é fruto da política do Governo que pretende reduzir o número de fumadores em prol da defesa da saúde pública.

Salientou, no entanto, que, ainda de acordo com o estudo, tanto as bebidas alcoólicas como o tabaco apresentam uma subida de 0,5%.

A percentagem do IPC anual registou um aumento de 5,3% em dezembro de 2021 face ao período homólogo de 2020, contribuindo para isso a subida de preços em vários grupos alimentares e bebidas não alcoólicas de 7,3%, álcool e tabaco de 10,7%, transporte de 6,6%, habitação 1,4%, equipamentos, manutenção e mobiliário doméstico de 2,1%, recreação e cultura 1,0% e saúde subiu a 0,7%.

Por último, verificou-se uma queda no preço de vestuário e calçado de 0,1%.

Jornalista: Isaura Lemos de Deus

Editora: Maria Auxiliadora

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