Candidato do Presidente da República, Martinho Germano da Silva Gusmão. Imajen TATOLI/Egas Cristóvão.

DÍLI, 18 de janeiro de 2021 (TATOLI) – Martinho Germano da Silva Gusmão, padre dispensado do exercício sacerdotal, anunciou hoje a sua candidatura à Presidente da República com o objetivo de “assegurar o consenso nacional e compromisso político”.

O candidato a Presidente da República escolheu como  lema para a sua campanha eleitoral “Para o Povo, Com o Povo, Venceremos”.

“Após o Presidente da República ter decretado a data das eleições para o dia 19 de março, eu, Martinho Gusmão, pretendo declarar oficialmente a minha candidatura. Trata-se de uma candidatura de cariz inclusivo.  O objetivo é assegurar o consenso nacional bem como o compromisso político”, disse Martinho Gusmão, em Metiaut, Díli.

Segundo o candidato, o facto de a sua candidatura assumir um caráter de inclusão é “porque nunca estive filiado a nenhum partido e não sou um candidato independente. A minha candidatura baseia-se no povo, em nome do povo”.

Martinho Gusmão afirmou, por outro lado, que encetou já um diálogo com a comunidade religiosa do país e o povo timorense de maneira a receber mais apoio a sua candidatura.

“Com a minha candidatura oficial a Chefe de Estado, deixo a vida sacerdotal”, salientou.

No que diz respeito ao consenso nacional, o candidato já abordou o tema com os diversos partidos políticos por forma a encontrar consensos no processo eleitoral.

“Quanto ao consenso nacional, queremos consolidar a construção do país e ir ao encontro das necessidades do povo. Durante o encontro com os vários partidos políticos, o Partido Unidade e Desenvolvimento Democrático (PUDD) expressou a sua vontade em apoiar a minha candidatura”, referiu.

Segundo Martinho Gusmão, conseguirá, ainda nesta semana, reunir as cinco mil assinaturas necessárias para formalizar a sua candidatura  às eleições presidenciais.

Questionado sobre o apoio de Xanana Gusmão a sua candidatura, Martinho Gusmão disse que o líder do partido do CNRT ainda não anunciou qualquer nome.

Recorde-se que o Presidente da República, Francisco Guterres ‘Lú Olo’, já tinha anunciado a sua recandidatura ao cargo, cujo programa assenta em em oito pontos, neles se inclui a luta contra “a injustiça, corrupção, colusão e nepotismo” no país.

“Vou recandidatar-me ao cargo de Presidente da República de Timor-Leste e de todo o povo. Comprometo-me a tomar decisões com base na Constituição, como Chefe de Estado, usando a minha própria consciência”, afirmou em Ermera.

Recorde-se que o Chefe de Estado, agendou a data das eleições presidenciais para o dia 19 de março.

“Caso nenhum candidato obtenha 50% + 1 do número total de votos válidos nas eleições, terá lugar a segunda volta no espaço de 30 dias de acordo com o artigo 12, do n.º 2, da Lei Eleitoral do Presidente da República” cita o comunicado a que a Tatoli teve acesso no Palácio Presidencial, em Aitarak-Laran.

Jornalista: Domingos Piedade Freitas

Editora: Maria Auxiliadora

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